sexta-feira, 22 de abril de 2016


Palavras no teto
Me fazem descansar
..Idiossincrasia..
que tanto  me deito
O nada vulgar
e todo deleite.


terça-feira, 19 de abril de 2016

A alma que foge.





Adoro estar comigo.
E sentir tudo.
Escutar o barulho dos lábios,
enquanto fumo.
Ficar matutando sem me preocupar com ninguém.
Ouvindo milhares de músicas e o silêncio.
Os dois ao mesmo tempo.
Gestos simples, felicidade ampla.

Tantas tardes
Flauta doce
a mente
liberta.
Absorta
tantos diálogos
De mim para mim.

Cadeira de balanço
Palavras
Palavras
Por toda vida.
De toda vida.
A cadência
das teclas
o som da máquina
escrever
escrever
o corpo
torpe
Alma
não fica
no chão.


sexta-feira, 8 de abril de 2016

O que está além do preto e branco.











Nasci trazendo saudade, sentindo falta.
Olhos curiosos e pedintes
Querendo resgatar algo
que raramente me permitiam entender por completo..

Sensação familiar que rasga as entranhas
Que me faz feliz no opaco
deste mundo.
Que me ajuda a não querer ir cedo,
a não mais pedir pra ir cedo.
E as rejeições que tanto atingem os mais sensíveis,
reverberam com pouca intensidade,
E a vida segue com tempos outros
num movimento que às vezes pode-se dar ao luxo
de baixar a guarda esquecendo de todo medo em querer viver a vida.
E assim o descanso, recostar a cabeça no peito sem defesas.

Sentimento grande,
Por tal complexidade a carga emocional me inquieta.
Me ensina a pedir silêncio e meditação.
Vestígios da falta e o coração resigna.
Aos poucos vou pisando de novo no chão.
O amor sublime assenta e volto a me acostumar,
com os sentimentos mais densos daqui.
O peito já não lembra da saudade.
A dor do amor ausente se vai.
E mais uma vez sinto o que não cabe nesse mundo.





segunda-feira, 4 de abril de 2016

O fato é que gosto de ser só muitas vezes,








Já há muito não usava aquele sinal. E por que não? E a dúvida morria.
Apressava o passo, fazia dos tempos quase de tudo e dela me esquecia.
Conhecia tanto alguém que tinha alguma beleza, mas que morria nas palavras. Algo tão difícil e duas coisas tão possíveis de reconhecer quando eu pensava que às vezes precisava pensar em alguém. Mas há muito eu nem pensava. Eram tantas pessoas outras e seguia sem me importar mais do que a vida pedia. Porque era querer muito entender da saudade e ainda colocar alguém que não cabia e ainda não cabe. Aí vou vivendo e vivendo e é tudo tão intenso e aí fico imaginando se um dia pudesse conversar todas as conversas que gosto de ter e ainda ter companhia pras conversas e tanta coisa de amor que se possa compartilhar. Em todo esse caminho de 33 anos, já estive com algumas pessoas e destinei pontos. Em minha cabeça preciso ponderar e colocar mais vírgulas, pois afeição parece que vem de mansinho. A paciência que me falta, a construção do sentimento que me falta. Não tenho muita atitude e às vezes me limito a ser só e isso é tanta coisa e assim me divirto comigo mesma. É quando me vejo escolhendo sair só e assim evitando aquele outro que não tem boa conversa. Tão introspectiva com tendências herméticas. 
O fato é que gosto de ser só muitas vezes,

domingo, 27 de março de 2016

Do que percebe a mente.





















Me deito,
Desconstruo os limites
do que percebe a mente,
me recorre desfazer culpas
que nem se quer existem.
Revelar uma fraqueza que me torna
exausta.
Uma loucura que habita
profundamente.
O preço da minha mente inquieta,
A escrita.


Aponta a caneta
(a tinta)
no papel
O silêncio oportuno
o reflexo,
o que mexe
Do que revolve por dentro.
determino o pulso
do que foi instinto,
o espontâneo 
medito em versos.



 















segunda-feira, 21 de março de 2016

O afeto.

Eu vejo a criança e me deixo rir. Uma alegria tão boa em meus braços, parece que viver tem dessas coisas.  Um amarelo que preenche meus olhos e nervos, pois é como ver e sentir o Sol. O calor de todas as tardes, em todos os parques que brincarei contigo. Voltar a viver entre sentimentos cheios de uma certa contemplação e leveza.
Vejo em ti a possibilidade de risos bons de se compartilhar, observo a beleza que é poder te dar carinho sem precisar reter o que tenho pra te dizer em afeto.
E eu já te amo muito.



sexta-feira, 11 de março de 2016

O afago que deita na cama.




Ainda bem que a saudade certa hora se cala.
Ossos pesados, copos quebrados,
Estilhaços que não existem mais.

É que amar agora respira para dentro,
Sinto um conforto e o pensamento repousa.

A cabeça em teu peito
O afago que deita na cama

Decerto o amor
Os olhos permitem o alívio

E eu que nem sabia que existia sensação tão boa na vida.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...