quinta-feira, 27 de abril de 2017

Intensidade de tudo, plasticidade.




Não se preocupar em dar sentido
Abstrair


Não delimitar
Transcender
Viajar entre as melhores lembranças
Projetar-se
Sentir o gosto diante de cada pensamento
de toda plasticidade originada pela mente

Intensa vida
que gosto de ter.





sexta-feira, 21 de abril de 2017

Um tipo de felicidade.


Tempo estranho e o que tem me salvado são as palavras.      
Felicidade introspectiva que caracteriza algo pleno, inconsciente.  
Felicidade sem euforia, analítica e verdadeira. 

Necessidade de divagar sobre a vida, observar costumes e o proceder humano. 
Sentar em minha cadeira de balanço no final da tarde, quando tudo começa a ter calma. Escrever.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Palavras e afinidades estão sempre fora de casa.




Palavras e afinidades estão sempre fora de casa. Mas bem que poderia acontecer de alguém mudar e conversar horas a fio sentado bem aqui na minha sala. Ficaria mais feliz com certeza.

Essa vida de tão esquisita, faz-me inquieta para encontrar as pessoas que gosto de estar com palavras. Pessoas que falam ou não a mesma língua, que tomam um vinho e conversam. Que conversam e riem
. Que não suportam futebol e outras formas de alienação em massa. Que depois de muito trabalho, sentam e pedem o que há de mais simples, um motivo para que exista o diálogo entre duas pessoas. A necessidade de ter uma boa conversa, de considerar e reconsiderar as amizades. Pessoas que se olham e se veem, e assim se abraçam diante desse nosso modo de vida vulgar e irracional e do não compactuar com este vazio deplorável de nossa condição humana.

Todo tempo, tantos motivos eu tenho  para achar graça do jeito como muita gente me faz querer viver com um sentimento motivante no peito, é bom sair e ver essas pessoas. Sentar em um canto  e escrever sobre, ou estar com pessoas e suas histórias, seu estar no mundo. Apaixonar-se pela metáfora que é a vida. Gosto bom tem viver e se perder diante de tudo que faz minha vida! E o silêncio que se interpõe quando tudo é maior, quando o que sinto é especial. Esse silêncio carrego comigo, imerso em minha essência para quando estiver em casa não morra de tédio ou tristeza, para que nunca morra. É como lembrar dos olhos de alguém  e de todo carinho que vive nele e que sem qualquer jogo me faz sentir carinho e me faz sentir amada. Por toda vida.

domingo, 9 de abril de 2017

Pequeno êxtase na noite.





Meu silêncio
Meu ninho
Consciência em travesseiro macio

O decorrer do tempo
A vida

Medos e anseios se desfazem
Pequeno êxtase na noite.

quarta-feira, 29 de março de 2017

A dança.






Deitada na rede, olhei para aquele lado da sala em que ainda chegava o Sol no fim da tarde. 
Pensava em fatos de minha vida, do gosto inteiro diante dos sentimentos que me vinham, da forma interessante em que acontecimentos foram sendo transformados diante da resignação, o silêncio pela sabedoria e pelo introspectivo amar. 
Ter essa sensação honesta, entender que a vida é simples por poder estar nos lugares e com pessoas que me entendem agora.

Presenciar a festa no momento em que ela está acontecendo, poder escolher o tecido e a cor do vestido, ouvir a música suave, escolher um par. Neste silêncio ter na memória cicatrizes reconhecidas, superadas, a certeza de não esquecê-las, por respeito a mim, e de não dar ênfase pela finitude de cada tempo. Ser o presente.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Incrível é já amar inteiramente aquele que pode chegar a ser.






Incrível é o já amar inteiramente aquele que pode chegar a ser.

certeza de ser único.
O não me ater a múltiplos, pois, apenas uma presença na tez do caminho.
negação do que dita esse tempo
Palavras demais nas esquinas
E vou dispensando excessos,


Eu a não precisar ter
Eu a não precisar ser

Instinto e  patas de animais

Alma e gozo
transcende
ao se despir
de um destino vil

Desejo vão


Incrível é o já amar
O homem único
sentimento


que seja amor
Aquele que pode chegar
ser.





segunda-feira, 20 de março de 2017

As horas da noite.




Às vezes eu reconheço
enquanto estive entre paredes róseas
Sensação indigente
Olhos e íris sendo brancas
O mundo sendo o mundo


Latente necessidade humana
Sedenta por uma alma que possa caminhar e ter sua própria sandália, ter sua própria essência respeitada.
A delicadeza de ter uma dignidade, para nunca mais vestir as roupas que foram de outro alguém.
De não precisar ficar calado para não ser visto como insano e assim maltratado pelo sistema.
Alguém que não precise guardar a agressividade pela contestável injustiça, mas que deixe fluir o que traz a angústia e que esta não seja somente sufocada dentro de uma vida retirada.
A falta de afeto em uma rotina, a falta de saúde, tristeza prevista para toda vida.

Entre um Sol e outro
Um homem divaga
Irresoluto,
pela Luz do Pai
entende cada dor
sem desespero
Dor que tem seu tempo
Vive cada Sol e a sabedoria da vida.







Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...