Já não existe mais Exílio.
Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
domingo, 3 de maio de 2020
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Palavras vividas por dentro.
Eu gosto do Ricardo, de um mineiro, da poesia. eu gosto do silêncio que cabe em cada linha poética que corresponde não corresponde a cada vida, ao psiquismo das consciências intermitentes. Palavras vividas por dentro, poesia. Estendo uma canga na praia, deito e olho para o Céu, o Sol ainda quente sem filtros, olhos que não aguentavam muito tempo. Fechar às pálpebras e ter a vida. Um corpo que escuta e não vê. Que sente o calor na beira e depois volta a enfrentar o que está nas periferias, a ilusão entre as paredes grafitadas. Desenhos coloridos nas paredes parecidos com as pinturas das cavernas, tudo que se refere ao que podemos ser: desenhos e muros, periféricos, inconstantes enquanto que por dentro, dentro de cada ser existem cores intercaladas, muitas vezes entre cinza e cinza, desenhos para sustentar a vida e suportar até chegar a morte. vida que nada é fatalista.
o que não sei rejeitar
o que não aprendi
Exílio.
terça-feira, 21 de abril de 2020
Tempo, tempo. Vida,vida.
O sonho foi mais ou menos assim.
A regressão começou em 1997, minha vó me fez lembrar daquele ano com uma certeza maior de que eu não era uma imagem transfigurada, não era alguém com sentimento de culpa. Ao redor de mim estavam as mesmas pessoas que convivi naquela época. Eu pude entender melhor as conjecturas e contemplei o meu silêncio de tranquilidade.
Estive em minhas escolas sempre com minha mãe ao meu lado, mostrando para mim aqueles dias. Aprendi a perdoar o passado. O tempo retrai os medos, sintetiza e amadurece. O passado não exige mais como antes. A vida, a vida.
O rosto mostrava o corpo amizade a calda de pavão que não existe mais. É preciso entender a saudade por inteiro, reverter os fatos. Devolver o passado ao passado. Tempo, tempo.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Um sorriso de carnaval.
Há quanto que são entrelinhas noites do meu carnaval
A festa de nada sentia
Alegria
A volta pra casa
Guardada alma
Que eu nunca (mais) brinquei
Brincadeiras que nunca vi
domingo, 5 de janeiro de 2020
Cores da vida.

A esta hora
Tudo já está repetido
Dentro de mim
Experiência
dos anos todos
que vivi
De driblar
dificuldade
tantas vezes
Mesmo assim tantas vezes
Esqueci
Do que pode ser remédio
para a apatia
para que volte o intenso da vida
o gosto bom de ter
Não é de força
Nem de fé
É das cores
Do amor.
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Festa de Natal
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Mas o Natal também estava ali.
Há quanto que conversavam tanto.
Presente inesquecível
Viver.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Para pessoas bem normais e diferentes.

Era a primeira vez que tinha pena, pena de si própria.
Os olhos pelos óculos reconheciam em olhos alheios cada pensamento.
Chorava pelo silêncio dos outros, pela solidão tão própria de cada um.
O mar era árido, imenso sufocante. Não existia casaco como consolo, não existia consolo.
O calor do aglomerado das pessoas na rua retirava a culpa: ninguém é igual a ninguém.
Conforto burlava o mal estar. A casa agora era um lugar inimaginavelmente sossegado, dormia aquecida com a vida já não distorcida. Sabia que amanheceria um bem viver danado.
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