sábado, 22 de dezembro de 2018

Natal real.






Não se sabe da dor. Natal não esconde marcas nos espelhos d`água. O silêncio na sala antecedem a Ceia e enquanto ela escolhe a roupa que vai usar, premedita a noite fria e silenciosa. Algo tem que acontecer. Na dor não se tem fome, na solidão também não. 
Estar só.

Amanheceu, retirou os cigarros do cinzeiro, lavou o copo, o prato. Da festa  se retirou, da vida não. Ele vinha todo ano. Amava-o profundamente.
Ela realmente não acreditava em Papai Noite, mas adorava Jesus. Natal real.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Amar é tempo.




Dormiu nos ombros do tempo. 
Acomodar-se no sentimento e começar a amar. 
O amor que é pouquinho destrói o medo, amar é tempo.
Ela conheceu um outro ser, respeitando o espaço, revelando silêncios, respeitando os segredos. O tempo, o tempo, o tempo, a loucura, o gozo. Eu sou eu e você é você e um olhar de afeto. A descoberta acontecendo. Tempo, tempo, tempo. Meu primeiro amor primeiro.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

A normalidade do ser




O transtorno é um ponto não é o todo.
O todo é a naturalidade de tudo.
Aspiro à normalidade, para que eu seja mais que ser.
Sem dramas, o tempo passa sem perguntar.
Leveza.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Meu pequeno desejo.






Gostava de me sentir a felicidade de alguém.

Um porto seguro que impunha respeito com os olhos cheios de segredo, em meio a minhas mãos trêmulas eu apertava as mãos dela. A dor não tem rosto e a minha verdadeiramente não tinha. Mas nem sempre foi assim, no começo não existia sentimento tão puro para mim apenas uma confusão de malícias malfeitas. Não tinha roupas para sua vida. Foi então que deixei a minha vida. Reconstruí-me. Fiz um cais.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um café especial.





Uma vez por semana me encontrava com ela, tomávamos café e líamos uma para outra. 
Quase um namoro. Ela não sabia e nunca iria saber da minha estima por ela. Sempre ia em seu bairro em que tudo era muito mais caro. Eu fazia todo esforço para comprar os livros que pedia e ir até Casa Forte uma vez por semana. Amor sem toque, bastava estar ali. Um livro, outro livro, sua voz, suas roupas bonitas, suas palavras que me faziam tão bem. Sentimento maternal, entretanto ela não era minha mãe. Sensação sutil de leveza. Sabia que quando saísse naquele dia ia querer me cuidar mais, gostaria mais de mim e buscaria me arrumar. Para mim isso era afeto.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A autoestima e as questões de níveis fundamentais.





À noite passada comecei a estudar algo que domino.

Como é bom acertar todas as questões que não são da vida. Apenas os números da matemática mais simples, ah se a vida fossem tão simples como as questões de nível fundamental.
A vida e as questões que não são de matemática: coisas de autoestima. Mas tudo começa com o que  silencia e a disciplina de tudo que silencia, associações e a capacidade de tornar o dia mais proveitoso. Desse jeito, o que era baixa estima podem ser números que não vivem  nem em questões de níveis fundamentais.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...