quarta-feira, 28 de março de 2018

Um recado para você,






Pois só o teu corpo aconchega o meu âmago,

Deixa o dia nascer em teu corpo para eu continuar te amando.
O sentimento apertado, melancólico, submerso em melindres deixei sanar. Mas nada do que se foi é tempo morto, meu amor não será em vão, será sempre eterno.

quinta-feira, 22 de março de 2018

O homem sentimental






"Na fotografia estamos felizes"


Começo meu dia, meus olhos se viram para o outro lado da cama. Silêncio ao meu lado, levanto e conto para mim mesma os velhos segredos, defeitos de tantos anos que digo baixinho para não despertar do amor que sinto por ele, sento na mesma cadeira e um filme começa a passar na minha cabeça dos dias festivos, da música orquestrada que embalava a noite inteira. Whiski, cerveja, meu  sensível companheiro, confidente.
Agora o silêncio, vou mastigando a ausência, como quem mastiga um cravo, sabendo que depois do cravo virá a leveza e a doçura das lembranças sem o peso forte da saudade do meu homem sentimental.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Caminho de fome








À noite eles iam para feira catar os alimentos aproveitáveis para no domingo sentarem à mesa e comerem dobrado. 

Eram corpos franzinos e um bocado de fé.

Depois do almoço deitavam no chão do terraço e sentiam o banzo por ter comido mais que  o suficiente, pela perspectiva de um dia deixarem todas as noites fartos de tanto comer, com o peso que pesa a mente pela sensação de saciação.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Um espelho de sociedade




Eu que já nem sou
Que não escolho a imagem
Que me encontro no espelho
Me gosto tanto

Há quanto que tenho a moda em meu corpo
Que não me agrido

A dor da comparação que existe e a todo instante se desfaz.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Desaforo é o flerte.





Desaforo é o flerte.
Coisa boa é a retribuição, corpos que se comunicam pelo olhar
Imenso é o se encontrar
Bom é quando se sabe o nome
Quando os corpos se interpõem e seguem sentados em um carrossel
Sem nunca se encontrarem ao certo e se vendo a todo instante.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O segundos parecem mortos.







Os segundos parecem mortos.

É como sentar ao lado de alguém e não falar, pedindo que o silêncio se desfaça porque ainda é cedo para a noite eu me aconchegar e dizer que gosto mesmo da vida, quando o amor se aplaca, amor sem dono e sem ninguém.
Não ter limites para o solitário e o tempo de nenhuma solidão.

Adoro a vida por ela ser.
Vivo de olhar as pessoas e de ter palavras e frases e feitos.
Vivo do silêncio alheio.
Vivo do silêncio e do segredo.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Meu corpo.




Eu não escondo mais o meu rosto em reflexo que não são imagens são metáforas, um excesso de alma mais do que corpo marcado pelo acúmulo, satisfeito é tudo que me faz lembrar o meu amor cativo que cativa. O corpo, o corpo, o gozo. A intransparência do meu corpo ancho.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...