Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
quinta-feira, 11 de junho de 2020
Tempo amargo
Havia em mim o desejo da mudança.
No tempo de alongadas noites, a quarentena era sempre fria. sentimentos tranquilos e imperfeitos. Internet e seu pequeno mundo diante dos meus nervos inconstantes.
Momento amargo de vida.
domingo, 7 de junho de 2020
terça-feira, 12 de maio de 2020
Na casa das cores.

O sonho - Picasso
São Pessoas
Advindas
do tempo
Ao lado da cama as botas, a capa e o guarda-chuva.
E quando estiver diante do Sol,
E quando estiver diante da chuva
Nervos
de Alma
Madura.
Na casa das cores o sonho é nobre
a liberdade é sã.
domingo, 3 de maio de 2020
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Palavras vividas por dentro.
Eu gosto do Ricardo, de um mineiro, da poesia. eu gosto do silêncio que cabe em cada linha poética que corresponde não corresponde a cada vida, ao psiquismo das consciências intermitentes. Palavras vividas por dentro, poesia. Estendo uma canga na praia, deito e olho para o Céu, o Sol ainda quente sem filtros, olhos que não aguentavam muito tempo. Fechar às pálpebras e ter a vida. Um corpo que escuta e não vê. Que sente o calor na beira e depois volta a enfrentar o que está nas periferias, a ilusão entre as paredes grafitadas. Desenhos coloridos nas paredes parecidos com as pinturas das cavernas, tudo que se refere ao que podemos ser: desenhos e muros, periféricos, inconstantes enquanto que por dentro, dentro de cada ser existem cores intercaladas, muitas vezes entre cinza e cinza, desenhos para sustentar a vida e suportar até chegar a morte. vida que nada é fatalista.
o que não sei rejeitar
o que não aprendi
Exílio.
terça-feira, 21 de abril de 2020
Tempo, tempo. Vida,vida.
O sonho foi mais ou menos assim.
A regressão começou em 1997, minha vó me fez lembrar daquele ano com uma certeza maior de que eu não era uma imagem transfigurada, não era alguém com sentimento de culpa. Ao redor de mim estavam as mesmas pessoas que convivi naquela época. Eu pude entender melhor as conjecturas e contemplei o meu silêncio de tranquilidade.
Estive em minhas escolas sempre com minha mãe ao meu lado, mostrando para mim aqueles dias. Aprendi a perdoar o passado. O tempo retrai os medos, sintetiza e amadurece. O passado não exige mais como antes. A vida, a vida.
O rosto mostrava o corpo amizade a calda de pavão que não existe mais. É preciso entender a saudade por inteiro, reverter os fatos. Devolver o passado ao passado. Tempo, tempo.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Um sorriso de carnaval.
Há quanto que são entrelinhas noites do meu carnaval
A festa de nada sentia
Alegria
A volta pra casa
Guardada alma
Que eu nunca (mais) brinquei
Brincadeiras que nunca vi
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Dói
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Deixa as estradas calcarem meu nome. Daí fé ao teu silêncio e segue no vazio ostensivo das pessoas e do mundo. Recomendo a luz interior mu...





