quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Meu pequeno desejo.






Gostava de me sentir a felicidade de alguém.

Um porto seguro que impunha respeito com os olhos cheios de segredo, em meio a minhas mãos trêmulas eu apertava as mãos dela. A dor não tem rosto e a minha verdadeiramente não tinha. Mas nem sempre foi assim, no começo não existia sentimento tão puro para mim apenas uma confusão de malícias malfeitas. Não tinha roupas para sua vida. Foi então que deixei a minha vida. Reconstruí-me. Fiz um cais.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um café especial.





Uma vez por semana me encontrava com ela, tomávamos café e líamos uma para outra. 
Quase um namoro. Ela não sabia e nunca iria saber da minha estima por ela. Sempre ia em seu bairro em que tudo era muito mais caro. Eu fazia todo esforço para comprar os livros que pedia e ir até Casa Forte uma vez por semana. Amor sem toque, bastava estar ali. Um livro, outro livro, sua voz, suas roupas bonitas, suas palavras que me faziam tão bem. Sentimento maternal, entretanto ela não era minha mãe. Sensação sutil de leveza. Sabia que quando saísse naquele dia ia querer me cuidar mais, gostaria mais de mim e buscaria me arrumar. Para mim isso era afeto.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A autoestima e as questões de níveis fundamentais.





À noite passada comecei a estudar algo que domino.

Como é bom acertar todas as questões que não são da vida. Apenas os números da matemática mais simples, ah se a vida fossem tão simples como as questões de nível fundamental.
A vida e as questões que não são de matemática: coisas de autoestima. Mas tudo começa com o que  silencia e a disciplina de tudo que silencia, associações e a capacidade de tornar o dia mais proveitoso. Desse jeito, o que era baixa estima podem ser números que não vivem  nem em questões de níveis fundamentais.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Sono e segredo: distorcidas palavras inventadas.






Atrapalho o meu sono


Diante de mim
Reviram o estômago
Distorcidas
Palavras
Inventadas
Eu uma assassina
De cabeça para baixo
o que sou se desfaz
As noites mais frias
           Não saem de mim

quinta-feira, 26 de julho de 2018

A bicicleta.



Dias de dor
Domo a tristeza
Chego em casa
Esperando um banho quente
Pertencendo em mim o aconchego
Vontade de vencer qualquer desânimo
Sinto a necessidade de viver
O que às vezes a mente inquieta
Leva tudo
Pedalar e ter de volta

A vontade de viver.

sábado, 9 de junho de 2018

Mar de memórias.




Eu vi um mar fazer rebuliço em mim.

mar de memórias
completude

Encontro-me
Desato-me
Das noites

Reconheço-me
Essência
Amo as lembranças
E vivo delas

Não existe silêncio
Tudo existe

Já não tenho vinte e poucos anos
Vivo do que passou.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...