terça-feira, 17 de outubro de 2017

O amor de Clarice.











A presença e a ausência,
A vida que não está em viver ou morrer.

Eu sorrio e reconheço o que estava nas palavras de Clarice, o amor sempre começa quando se consegue estar despido de tudo. Sentimento de não deteriorar, nem machucar a si e ao outro. É quando se tem amor que se enxerga as noites trágicas e as manhãs felizes como um aprendizado, constatação que os olhos não tomam como ferida. Nada importa quando o peito está repleto do sentimento que não só ensina como cura, que me faz plantar e contemplar desertos, que me ensina a ter fraternidade ampla e traduz o propósito do meu viver, o mundo desfolhado e as intenções bem construídas pelo coração que desarma, acalma, silencia e mostra uma nova forma de conceber a vida pelas ausência de máscaras, por ter ciência das intenções, por cada dia compreender o motivo que me traz de novo à Terra.

Maternidade infinita, verdade aprendida, sentir o envelhecer com mais propriedade, olhar sempre todas as pessoas que amo e nunca esquecer de abraçar da forma mais humana possível e de chorar diante de minha doçura e do descanso, das coisas que tenho para fazer, do reencontro com a naturalidade e a celebração da vida. Decifrar é realmente evolução humana, assim como escolher a dignidade para a vida valer mais.



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O dom de viver.



Amor vive no peito.

Suavidade, Verdade, Amor Maior.
Materno os meus olhos. Carinho.
Afetuosa vida.
Meu sorriso para os amigos sinceros que afagam, mesmo estando longe.
Vida que está sempre perto.

Felicidade.


domingo, 24 de setembro de 2017

Eu gosto de poesia.




Eu gosto de poesia. 
Eu gosto do silencio que cabe em cada linha poética que corresponde e não corresponde a cada vida, ao psiquismo das consciencias intermitentes. Palavras vividas por dentro, poesia. Estendo uma canga na praia, deito e olho para o céu, o sol ainda quente sem filtros, olhos que não aguentam muito tempo. Fecho as pálpebras e tenho a vida. Um corpo que escuta e não ve. O mar e depois a volta para cidade. Tudo que se refere ao pouco que posso ser: muros, inconstantes, enquanto  que por dentro, cores intercaladas entre cinza e cinza, desenhos para sustentar a vida e suportar a morte. Vida que não é nada fatalista.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Sina



A dignidade
Sem corroer por dentro uma mesma frase
A mesma réstia do secundário amor pela própria vida
A espera que segue nos compassos da veia escrita
O sinal de silêncio quando tudo ainda não vem

Volver sementes
Abris caminhos
Romper os vasos
Pular os muros
E sobretudo não ser a frase feita
De palavras santas que queimam
Como os vitrais ao Sol.

Tânia Consuelo.2014.



 
     



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Duas vidas

 De cabeça para baixo
ser intenso
Flocos de neve
Em vidas que amam não ser
             apenas vidas.




Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...