segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Duas vidas

 De cabeça para baixo
ser intenso
Flocos de neve
Em vidas que amam não ser
             apenas vidas.




sexta-feira, 8 de setembro de 2017


Como se a vida toda eu precissasse ser alguém que não pode dialogar com outro tipo de realidade que não essa necessidade da eterna e doentia necessidade de ter que ser constante felicidade. A tristeza que não precisa ser negada para os sentimentos serem vivos dentro de mim. Para que eu não precise da dor que é estar na superfície. Para não suportar apenas, para não me esquivar e poder estar em paz com o que reverbera em mim a partir da limitação de existir. Prazer de sentir tudo, de viver completamente.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O que não me faz falta.


Vida.
Atitudes que se repetem, pessoas que serão as mesmas, antes e agora.
A vida que se repete até o ciclo ter fim, até o momento que não quero. Conscientemente não busco o passado, não me importa saber. Não me importa entender ou valorizar o que pode ser frágil como podem ser frágeis intenções, sentimentos. Lembrar das sensações tão burlescas, das pessoas que nunca riram comigo, e que não quero estar.
 Surreal será sempre viver e viver e viver: tempo que nunca é tudo, o Tudo que nunca quero ter.

domingo, 27 de agosto de 2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Quando não escuto música.




Quando não escuto música.
Quando consigo escrever a não melódica vida.

Palavras que leio, que traduzo, que crio.

Tempo em que estou em casa e me sinto bem.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sensação boa de ter.



Entrei na livraria e me deu vontade de reler Feliz Ano Velho do Marcelo Rubens Paiva. Tarde de domingo caminhando pelo centro, sempre bom esse tempo comigo. Pensamentos e a não- influência com as sensações intrincadas e eu sempre penso que nestes momentos tudo pode ser mais inteiro dentro de mim. Esquecer de tanta coisa que reverbera, sentimentos que assumem simplicidade. O entendimento da vida, a tranquilidade para começar a semana, sensação de pertencimento, formas de autoconhecimento e felicidade interior. A vida é muito isso, o que sobra pode ser fatídico como todas as convenções sociais.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Elo


Agora moro só e minha mente vive na infância. Caminho pelas memórias. 
Visito e peço que ainda possa amar muito a figura de meu pai e de minha mãe.
 Fecho os olhos e em minha consciência tem muito carinho.
Meu olhar e me remeto aos primeiros tempos de minha vida, um olhar que reconhece o próprio olhar, coração pequenino sem pesos, pulsos, ataduras.

Tenho  o amarelo e o rosa de minha infância,
Na verdade sempre estiveram,

Eu que fui
Gris
Por tempo
Preciso
Na
Vida.






Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...