segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amor.






Aquele corpo
Abraçado
Aquele  corpo
Surpreendido
Por ser de novo
A beleza de alguém
Aquele corpo que é meu

-Suave  é o tempo
Pelos olhos de alguém –

Palavra
sentimento que não tem rima

Coração e o poeta.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Vermelho e negro.




E aquela criatura olhava e dizia. E eu do meu lado queria entender por que o vermelho. De repente olhei para flor e era vermelha, olhei para a vida e ela estava cruamente vermelha. Oito anos a mais e o vermelho agora fazia parte de mim. Nada era tão forte agora como duas cores, dois extremos. Duas almas totalmente irmanadas, a euforia quando começa e a dor quando termina, se interpondo em crises cheias de fôlego e poucos nervos. A névoa permanente do delírio que se coloca entre o divino e o demoníaco que é estar com os pés no chão. Mente que sobrevoa e foge do óbvio pensamento. Pois não há nada mais ingênuo em não ser errante. Sentir a conspiração que envolve os pirados e sua imagética precisa enquanto os normais veem de forma neutra a escala das cores da vida. O óbvio que permeia os coitados, ávidos pelo o que nasce e morre na matéria. Enquanto eu valso em vermelho e negro com muita coerência nesta vida.



quinta-feira, 4 de maio de 2017

O grande prazer em viver.













Diante da noite, a vida nunca foi tão honesta.
Pessoas que falam parecido e começo a estar mais inteira.
Já é muito fácil amar a rotina.
Acho que tenho descoberto uma felicidade  real.
Afinal foi muito tempo de apenas viver.
É bom sentir intimidade com amigos que tenho tanto gosto pelas conversas afins.
O grande prazer em viver.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Intensidade de tudo, plasticidade.




Não se preocupar em dar sentido
Abstrair


Não delimitar
Transcender
Viajar entre as melhores lembranças
Projetar-se
Sentir o gosto diante de cada pensamento
de toda plasticidade originada pela mente

Intensa vida
que gosto de ter.





sexta-feira, 21 de abril de 2017

Um tipo de felicidade.


Tempo estranho e o que tem me salvado são as palavras.      
Felicidade introspectiva que caracteriza algo pleno, inconsciente.  
Felicidade sem euforia, analítica e verdadeira. 

Necessidade de divagar sobre a vida, observar costumes e o proceder humano. 
Sentar em minha cadeira de balanço no final da tarde, quando tudo começa a ter calma. Escrever.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Palavras e afinidades estão sempre fora de casa.




Palavras e afinidades estão sempre fora de casa. Mas bem que poderia acontecer de alguém mudar e conversar horas a fio sentado bem aqui na minha sala. Ficaria mais feliz com certeza.

Essa vida de tão esquisita, faz-me inquieta para encontrar as pessoas que gosto de estar com palavras. Pessoas que falam ou não a mesma língua, que tomam um vinho e conversam. Que conversam e riem
. Que não suportam futebol e outras formas de alienação em massa. Que depois de muito trabalho, sentam e pedem o que há de mais simples, um motivo para que exista o diálogo entre duas pessoas. A necessidade de ter uma boa conversa, de considerar e reconsiderar as amizades. Pessoas que se olham e se veem, e assim se abraçam diante desse nosso modo de vida vulgar e irracional e do não compactuar com este vazio deplorável de nossa condição humana.

Todo tempo, tantos motivos eu tenho  para achar graça do jeito como muita gente me faz querer viver com um sentimento motivante no peito, é bom sair e ver essas pessoas. Sentar em um canto  e escrever sobre, ou estar com pessoas e suas histórias, seu estar no mundo. Apaixonar-se pela metáfora que é a vida. Gosto bom tem viver e se perder diante de tudo que faz minha vida! E o silêncio que se interpõe quando tudo é maior, quando o que sinto é especial. Esse silêncio carrego comigo, imerso em minha essência para quando estiver em casa não morra de tédio ou tristeza, para que nunca morra. É como lembrar dos olhos de alguém  e de todo carinho que vive nele e que sem qualquer jogo me faz sentir carinho e me faz sentir amada. Por toda vida.

domingo, 9 de abril de 2017

Pequeno êxtase na noite.





Meu silêncio
Meu ninho
Consciência em travesseiro macio

O decorrer do tempo
A vida

Medos e anseios se desfazem
Pequeno êxtase na noite.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...