quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A sala, o quarto, a vida: o colorido eu faço questão de ter.



A alma plena
Passado riscado
Alvéolos pulmonares carregados de presente
respiram a concretude

Um passado perdido
Um continente que já não me pertence
O meu território
Uma sala, um quarto, um Eu
Viver de mim é bonito demais
É uma vida tão minha
Transcender o medo, a dor,
e tudo que disseram ser minha vida.
E que nunca fez parte de mim.

Vivo com propriedade,
as flores que plantei
 Hoje reinam em meu jardim.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Meu apartamento oitavo andar.





Subir até o oitavo andar do prédio
para ver melhor o pôr do sol
Acompanhada da meditação diária.

Nas últimas horas da tarde
agradecer pelas coisas que tenho conseguido
Ter disposição diante dos afazeres
de estudo e de trabalho.
O auto-perdão para todos os erros,
tudo que me liberta de tudo que acham de mim.

Oito andares
E o pôr do sol mais lindo do mundo.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Pela janela do quarto,























Os pés limpos deslizam na cama
O dia finda
nem música, nem livro, nem redes sociais
Os olhos e a noite pela janela do quarto
sensação agradável do escuro e do silêncio

Apenas ser,

sentir
sem pretensões maiores
a verdade
a vida

sábado, 10 de dezembro de 2016

De madrugada as lembranças não pesam tanto, assim como o peso no corpo pela caminhada.





A caminhada é sempre mística.
No caminho, o ano.
Memórias de tudo que aconteceu, um tempo e por ele os quase 34 anos que tenho vivido.
De madrugada as lembranças não pesam tanto, assim como o peso no corpo pela caminhada.
Camisa vermelha para eu dizer a mim mesma que agora eu já posso ser eu na vida. Pois aos 8 anos tia Tânia disse para vestir essa cor e eu me sinto inteira quando estou em vermelho. Titia que sabia muito de mim e isso me fazia estar realmente viva por poder gostar com intensidade de tudo que gosto. Da importância da música, do introspecto Eu que titia dava muito valor também. Era bom ter alguém que falava a mesma língua. Sinto a falta disso todo tempo, dessas conversas que mais me identifico.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A memória não cabe no tempo.

Eu encostava meu rosto no chão morno da varanda nos finais de tarde , era assim que gostava de sentir o calor da vida. 
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O paralelo vive comigo

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A estranheza tem alma pesada
assim como a morte e também a vida
Viver é um estado de descrença
Sensação ainda desconfortável,
Desconforto é lidar com a felicidade,
Ter medo de ter por perto, 


Agulha fina 
É quando se sabe da espera,
o surto diante da falta de quem me foi muito amor,
e que aqui não vive mais.
A certeza do sentimento vivo
dentro da morte

o tempo 

o que nada sabe da vida
que apenas fecunda
a essência.
Tudo que tenho comigo.
Maturidade de saber,
de sentir o que não precisa de tempo.






domingo, 27 de novembro de 2016

Corpo inteiro entre dois.






Já naquele tempo gostava desses encontros, Chanel 19 que ficava por muito impregnado no corpo daquele homem. Adorava a falta de medo, de perceber seu corpo, de brincar diante da intimidade perfeita. Quantos vinis escutamos naqueles encontros, afinidade, seu perfume, as costas que eu abraçava com as mãos espalmadas a sentir um prazer inteiro e liberto.  Feminino.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...