domingo, 24 de janeiro de 2016

O que fizeste o tempo todo?









O que fizeste o tempo todo?

Foste tu por quanto tempo?

E se deixaste ser ...E se, deixaste ser?

Com esse esforço de se desnudar todo o tempo.

Reconstruindo   qual o sangue se renova  nas veias.

Qual a capa envolve o fio,
Emoções vestindo o corpo da carne.

Matéria oca e a necessidade da Arte como vestimenta crua
Eco profundo nos olhos  dos outros, pros outros..
O rebuscar-se incessante pro ego de mim
Que não tenho espelhos
no oscuro
Me sentindo
Mas nunca entendendo o todo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Benvinda.






O cheiro entranhado nas coisas.

A madrugada, a cadeira,
Afino a ponta do lápis o sinto-me presente.
Tudo está de volta. A tranquilidade de ser.

Observo o esmalte, os anéis que escolho. Vaidade tão minha.
Os olhares que recebo na naturalidade das ruas. Entre cafés e cinemas, companhia que me deixo permitir. Os vestidos de bom gosto que observo nas vitrines.
Os anseios interpostos em letras de músicas, quase todas antigas.
O gosto pela vida. Que se passa sempre elegante nos gestos e palavras, na beleza tranquila e deslumbrante. Do afago que não pede, pois está. Simplesmente está. Nobre e incrivelmente vivo.

Piso no meu chão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Quase tudo é escrita.



Quando
em verso,
me deito.

Algo
que não
promíscuo

De vaidade
exasperada
revelando um ego
que não é neutro
...
profundando
o tempo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Para só Ser.




Em cada mão
uma mala
a decência que não se esvai
A Sol à pino

Duas malas
uma vida
e suas metas

Sabor
dentro de um prato
que se constrói
que não se contenta
com as beiradas

E a felicidade
de noites que ainda hei de passar
escrevendo e tocando
observando da minha janela
a vida

A vida 
quando acordar 
no meu próprio canto
com lençóis tão alvos
que hei de lavar
à mão

O amor que já tenho por mim
Dentro das paredes da minha casa
Repleta de livros e afetos


As malas
Que já não cabem em outra sala
que não seja a do meu Lar.
Do meu Lar.

E se Deus permitir
não me deixe ficar
no meio ermo 
de ninguém

Que eu tenha o meu
para não ter que ser do outro.
Para só ser.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Esperando cores coloridas.










Estou sentada
esperando que tudo torne
a ter sentido

Tentando lembrar
da alegria
E do valor
que coloquei em cada coisa
cada projeto

Hoje
para qualquer lado
que eu olhar
não sobrará muita expectativa
nem cores coloridas
Em cada projeto que escolhi
para viver

Espero que o sentido
volte
Ainda esse ano...

Se não
vou ser cinza
até outras cores
me envolverem de novo.

Porque a vida
é paciência mesmo.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...