Sempre foi apreciada por outras pessoas. Ninguém a prendia até então, apenas não tinha necessidade de sair de uma casa confortável para o conforto da vida neces-sariamente. Isto ela descobriu com o tempo, primeiro teve que absorver a existência de uma vida mais humana inte-riormente. Tudo começava a ter sentido de um lado mais psicológico e menos prático. Incutiu ao longo dos anos nuances de uma sensibilidade que foi construída passo a passo pelos pés de uma profunda solidão que no começo era enlouquecedora, mas que se tornou a companhia mais honesta para uma mulher que buscava o simples.
Agora seu companheiro era Samuel, com seus olhos verdes e escuros, que tanto significavam a esperança ama-durecida.
Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
sábado, 12 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
A mulher que vive em mim.
A mulher que vive em mim.
É tão sublime quando se pode elevar a consciência.
Pousar os pés na terra e ver-se êxtase da vida
Apaixonar-me por todos os seres e a maneira com que sentem a
vida.
Ver nas mulheres um espelho, um exemplo de gestos femininos.
Como uma mãe que ensina a sua filha todas as sutilezas em
delicada prudência.
De atos elegantes e
afetivos fazendo da vida algo totalmente belo.
Desde a forma como se
veste à maneira como se torna tão companheira daquele que será o seu marido.
Do berço que nasce o rebento não padece de indulgência e a
sabedoria dos que esperam o filho maturar.
Hoje eu olhei para aquela mulher tão imponente nos atos, tão
bonita no jeito como se envolve com a vida.
Eu olhei para mim e quis ser como ela. Tão bonita no seu lugar
e eu no meu observando de forma sábia aquela mulher que tanto me motiva e me
faz querer ser eu com muita feminilidade e elegância. Querendo ser também
materna.
sábado, 22 de agosto de 2015
Lágrimas de afeto
Reconheceria pessoas.
Foi tudo
A tanta estima
o silêncio
no ventre
sem gravidez
o amor
Lágrimas
de afeto
Ultrapassavam
há muito
as paredes do quarto.
Foi tudo
A tanta estima
o silêncio
no ventre
sem gravidez
o amor
Lágrimas
de afeto
Ultrapassavam
há muito
as paredes do quarto.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
De namoro.
Evidentemente eu mastigava a vida sem muito esforço.
Já não tinha certas expectativas, tantas vezes dentro da minha casa, do meu mundo. Não é que não me comunicava com as pessoas, mas fazia tudo de forma mais sentida. Sabia o gosto das coisas. O gosto do beijo e do espaço. E quando te ias ficava muito bem pois viver era muito estar em contato, um contato exaurido de presença. Mas quando te tinhas te sentia cada parte com muita calma e sem medo de te perder. Já havíamos passado desta parte de sentir tanta dor. A ausência pertencia ao nosso relacionamento qual os prazeres intensos. Momentos de carne e alma.
O tempo era outro. Aprendemos a ter um tempo que não era o do relógio. Aos poucos entendia o teu corpo e isso era incrível. Algo maduro. Não sabia que existia essa realidade neste mundo torpe de sensações tão brutas. A segurança me permitia a ousadia e de ti nunca me cansava.
Amava a forma como pensavas. A tua inteligente sensibilidade. Amava a forma como me tocavas.
Agora muito mais.
Já não tinha certas expectativas, tantas vezes dentro da minha casa, do meu mundo. Não é que não me comunicava com as pessoas, mas fazia tudo de forma mais sentida. Sabia o gosto das coisas. O gosto do beijo e do espaço. E quando te ias ficava muito bem pois viver era muito estar em contato, um contato exaurido de presença. Mas quando te tinhas te sentia cada parte com muita calma e sem medo de te perder. Já havíamos passado desta parte de sentir tanta dor. A ausência pertencia ao nosso relacionamento qual os prazeres intensos. Momentos de carne e alma.
O tempo era outro. Aprendemos a ter um tempo que não era o do relógio. Aos poucos entendia o teu corpo e isso era incrível. Algo maduro. Não sabia que existia essa realidade neste mundo torpe de sensações tão brutas. A segurança me permitia a ousadia e de ti nunca me cansava.
Amava a forma como pensavas. A tua inteligente sensibilidade. Amava a forma como me tocavas.
Agora muito mais.
domingo, 9 de agosto de 2015
De noite, cinema e sobremesa. Pedi para ele ficar.
Subi no ônibus. Sábado de tarde. Uma roupa bonita e o perfume. Sentia quase tudo, a pele fresca e o conforto de não ter pressa. Dois livros no colo, olhos que observam pela janela as pessoas em suas vidas. Naquele momento não pensava em ninguém e de certa maneira isso era fabuloso. Uma alegria de viver, somente viver, sem expectativas maiores. Confortável saber que agora estava trabalhando e aos sábados me permitia somente me curtir.
Divagava uma vida maior, essas que não se ocupam com manuais e nem pequenas coisas do dia a dia.
Desci bem perto da praia que por mais urbana que fosse me agradava o cheiro tão vital do mar.
Ao chegar de volta em meu apartamento, sentei-me em minha cadeira de balanço, acendi a luminária e como de costume eu fiz minhas leituras do dia, escrevi. A noite foi chegando, acendi o cigarro, liguei o rádio. Mais tarde te ligaria para sairmos no domingo. Pensei um pouco em ti. Era sempre muito bom estar contigo como também era bom estar comigo. Olhei ao meu redor, porta-retratos diversos e pensei o quanto fiz para as lembranças não mais doerem. Olhava sóbria a beleza de todas aquelas pessoas tão estimadas. Percebi que na vida existe tempo para tudo. Agora era o momento de estar só naquela cidade. E não sofria.
Olhos que já foram tão carregados de brisa, olhava para si e o pó se assentava no fundo do copo. De repente, percebi o quanto gostava de cada construção feita. Há quanto tinha custado aquela paz interior. Por muitas vezes tão incompreensiva. Já não se podia calcular o quanto de paciência tão determinada. Nem sabia que depois de tanto viver fosse tão bom se envaidecer pela rotina corriqueira
e por escolher a vida tranquila e humildemente confortável.
Amanhã depois de ele ver o futebol na TV, vamos descer até o mar. Os olhos verdes dele me encantavam. De noite, cinema e sobremesa. Pedi para
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Intuir. Pensar.
Sei que posso continuar fumando. Que posso antecipar minha morte qual como já foi.
Estou no meio termo da coisa e isso é algo desnaturado para quem eu penso que sou.
Tem horas que quero voltar ao vício fácil. não há nada tão vazio como viver de certezas.
Ver mais além e saber o que pode a morte.
A intuição não garante. Pensar muito é carcerário. Prever por vezes não dá segurança. Especifica o medo e angústia.
sábado, 1 de agosto de 2015
La nudez
Un acuerdo que no vuelve
Una búsqueda que no se pulse quieta
Acalentada es una mujer
que nadie puede dejar de amar.
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Dói
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