quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O que é a vida, então?






Passou a mão no tecido que cobria a cama e pensou nas pequenas felicidades.
Dormia e o pesamentos ruins chegavam, levantava, tomava um banho e procurava o Sol.
Uma hora a depressão ia ao poucos.

Existe paciência e o amor mais próprio de lutar contra e depois retomar tudo. Reconhecer o iluminado, a fé e a esperança.

sábado, 26 de janeiro de 2019

O mergulho e o silêncio.








Alguma fuga?
Nenhuma palavra.


Sozinha,
Deitava na areia, tomava banho de mar, chegava em casa e lia livros, assistia tv. Mas com o tempo e isso ficou vazio. Percebeu que começava a se redescobrir e que queria ficar consigo. Desligou a tv, deixou os livros. Dava longas caminhadas na praia, mergulhos demorados. Gostava de se ver no espelho. Amava-se e a beleza estava ali. Era bom viver.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Amantes






Ele passou a mão em minha nuca e passei horas lembrando disso. A solidão não era incômodo, saudades mortas e um vazio que machucava. Lembrar da falta que você me fazia enquanto me consolava com palavras femininas, com mãos delicadas e insípidas. Gosto da aspereza de tuas mãos, das palavras objetivas e sensíveis. Abraço e estou contigo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O espelho






A minha casa tem silêncio.
Eu choro.

A terapia de hoje foi foda.
45 minutos
Palavras tortuosas, coração dolorido.
A pior luta é contra você mesmo.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Esperança.






O silêncio parte 
Palavras doídas
Triste

Está tudo certo
Depressão e a bagunça dos tempos 

Caminhos curtos
O quarto escuro
O corpo exausto

Neblina
tortura
cais

Esperança 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Festa de fim de ano.






A cada vassourada repetia o mantra. 
Arrumava a casa e a cabeça para o Ano Novo, reconhecia as coisas ruins e jogava um balde no meu da sala. Pessoas decepcionantes iam no meu do sabão.
Depois fazer as unhas, tirar os calos. Na mesa de cabeceira uma lista de telefones, os seus verdadeiros amigos. Palavras concisas no fim de ano. 

Não tinha namorado e nem queria ter. Desejo pouco. Adorava-se e o silêncio.
A ceia de ano novo e um amigo. Mais um balde e o ladrilho foi ficando limpo igual o coração. Ela era feliz.



sábado, 22 de dezembro de 2018

Natal real.






Não se sabe da dor. Natal não esconde marcas nos espelhos d`água. O silêncio na sala antecedem a Ceia e enquanto ela escolhe a roupa que vai usar, premedita a noite fria e silenciosa. Algo tem que acontecer. Na dor não se tem fome, na solidão também não. 
Estar só.

Amanheceu, retirou os cigarros do cinzeiro, lavou o copo, o prato. Da festa  se retirou, da vida não. Ele vinha todo ano. Amava-o profundamente.
Ela realmente não acreditava em Papai Noite, mas adorava Jesus. Natal real.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...