sábado, 9 de junho de 2018

Mar de memórias.




Eu vi um mar fazer rebuliço em mim.

mar de memórias
completude

Encontro-me
Desato-me
Das noites

Reconheço-me
Essência
Amo as lembranças
E vivo delas

Não existe silêncio
Tudo existe

Já não tenho vinte e poucos anos
Vivo do que passou.

domingo, 27 de maio de 2018

Brinco de pérolas, ausência e amor.





Estou ao teu lado como quem não teu medo.
Brinco de pérolas em teu corpo
Deixo-me estar, olho-me por dentro
Encontro o desejo e te vejo
Desobrigo-me e me calo.

Vejo a ti que não estás
Vejo que jamais estarás totalmente
Beijo-te
A teu lado estou
Ausência e amor.

domingo, 6 de maio de 2018

Meu medo da vida.





Quando o mundo é cinza é preciso repensar.
Repensar o coração e o corte, a dor e o tempo.
O medo que a vida faz


Depressão
Solidão
Não se deita em silêncio
Não se dorme em angústia

Tempo de se buscar
De não desistir
De se amar mais do que tudo
De continuar a viver até a nuvem passar

Às vezes viver é fosco
É triste
É preciso amar a espera.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A espera dele chegar.




Ele não gostava de viver.

Frágil de mim
Volto-me para o sol e reconheço o tempo em ranhuras.
Embalo os seus vestígios, os seus silêncios.
Em segredo não te quero mais ver assim.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Um olhar e cada dia é alma.




Às vezes lacônico, às vezes deserto, silencioso e soberano.
O mundo é um véu de espadas que se inclinam sobre a minha cabeça. Na noite sentida e silenciosa o tempo menospreza a alma plena e o desespero restabelece a cegueira. Os olhos abertos dissolvem o amor frágil de uma criança, são doces as lembranças, sentimento inteiro e cada momento é pleno e cada dia é alma. 
Olhar faz percorrer o mundo imaginativo.
Eu vivo
Eu pulso
Eu me calo

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Eu tenho alma.







Se tens malícia
Tenho afeto
Se tens um teto
Eu tenho alma e
muita calma que
desarma, dissolve,
que devolve cada ofensa.

sábado, 7 de abril de 2018

A dor e o coração sem máculas.





Suaves sensações de sanar, a ausência dos corpos vivos, do cheiro do sexo, o tempo sem ópio, sem forja, sem força. A ironia que nunca terá vez na boca dos homens mortos de fome. 

Como se eu esperasse o animal extinto execrado pela dor e assim mutuamente sensível, como se esperasse uma folha em braile e coração manso que não seja cigano nem selvagem, e no peito muitas cruzes pois sabe-se assim da delicadeza de amar.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...