"Já é madrugada, acorda, acorda"
O fim da vida... não existe o fim. E meu corpo relaxa, a vida não para, mas voltou a andar.
E eu vi tudo limpo em minha vida. Ser limpo... sem ser tão puro, a pureza me cansa. Entretanto o sujo eu ainda não admito por inteiro. De noite repasso os pensamentos e quando eles começam a se distorcer. Começa a sabatina diária de mostrar pra mim mesma que não há nada errado em viver.
No desmantelo me remeto a uma pessoa que se descobriu por inteiro e que todos os dias me enlouquece com a indiferença. Repasso o texto, arrumo as minhas respostas e todo santo dia teço diálogos com esta pessoa e exercito horas de me perder dessa companhia tão malfazeja.
Estou só. Sou só e isto é a coisa normal. Entendo isso hoje e me divirto jogando com a saudade e não sentindo mais o corpo inteiro a doer e os nervos velarem a minha primeira perda.
Acostumei-me tanto que perdi a noção de vida e morte. O que resta está no passado. Tudo relativo a essa vivência está no passado que não se lembra mais com muita força e o peso não existe mais.
No começo sobrevivia, hoje vivo com tanto esmero e todas as possibilidades. Esperei a sensação de voltar, voltei e me reencontrei, minha visão de mundo mudou e a certeza está em mim.
Agora eu voltei a ter um ego, depois de me procurar em todos os amigos, em todos os registros que o tempo não me negou.
Na verdade eu tinha saudade de mim e não do que restou. Nem sei colocar rostos em cada cara, não sofri mais do que a vida alcança. Ninguém sabe mas dormia todo dia em cima da tolerância só minha, variei todos o quartos e voltei para os pisos almofadados de amor-próprio.
Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
quinta-feira, 27 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Momento de cada
Se você acha?
Ah, eu acho....
eu vivo
Que amor chegou com força
Momento de cada
Vou vivendo com o corpo dormente
e várias alegrias
Às vezes me excito com teu Bel Respiro
Ao longo do tempo respirando, respirando
Uma cega sensação de casta acomodação
De vazios não vivo mais!
De você eu volto a sentir vontade de rir
pro mundo!
Ah, eu acho....
eu vivo
Que amor chegou com força
Momento de cada
Vou vivendo com o corpo dormente
e várias alegrias
Às vezes me excito com teu Bel Respiro
Ao longo do tempo respirando, respirando
Uma cega sensação de casta acomodação
De vazios não vivo mais!
De você eu volto a sentir vontade de rir
pro mundo!
terça-feira, 4 de março de 2014
Amor de renúncia
Amor de renúncia
Aprendi a amar nas minhas renúncias
Renúncias crueis
Renúncias pensadas
Aprendi a ser grande
para renunciar
Conhecer todo o projeto
A dor, a dormência que calcifica
Calcifica o sentido das coisas
Saber conduzir sua alma
Viver o desespero entorpecido
Pelo silêncio sábio
Quando chega esse sentimento
É preciso amar de novo.
Aprendi a amar nas minhas renúncias
Renúncias crueis
Renúncias pensadas
Aprendi a ser grande
para renunciar
Conhecer todo o projeto
A dor, a dormência que calcifica
Calcifica o sentido das coisas
Saber conduzir sua alma
Viver o desespero entorpecido
Pelo silêncio sábio
Quando chega esse sentimento
É preciso amar de novo.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Brincadeirinha de roda
De repente eu olho e estou dentro da roda.
Ao redor de mim você se insinua.
maluca essa ideia de gostar dos seus óculos quadrados...
Ao redor de mim você se insinua.
maluca essa ideia de gostar dos seus óculos quadrados...
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
o tempo
De repente, olhei pros restos que o rio arrastava e arrancou um fluxo de mim há muitos dezembros que desconheço e tiro o relógio do pulso.
De repente, não existia nem mais o rio, o tempo não existia enquanto os cabelos eram cortados e o rosto começava a afinar. As roupas, foram todas trocadas e o sapato quase todo gasto de rodar, quantos voltas de cão... Arrumei, não arrumei nada! Desapiedei o meu corpo, os meus olhos, os meus pulsos e o meus nervos indecifráveis respeitando os meus invernos e claridade quase cega dos meus verões. E o espiritual revelou-se também carne, e um desejo voraz me deitou entre as pernas alheias, ao prazer foi me presenteando com cochas, peitos, boca e orgasmos. Outro rio...
De repente, não existia nem mais o rio, o tempo não existia enquanto os cabelos eram cortados e o rosto começava a afinar. As roupas, foram todas trocadas e o sapato quase todo gasto de rodar, quantos voltas de cão... Arrumei, não arrumei nada! Desapiedei o meu corpo, os meus olhos, os meus pulsos e o meus nervos indecifráveis respeitando os meus invernos e claridade quase cega dos meus verões. E o espiritual revelou-se também carne, e um desejo voraz me deitou entre as pernas alheias, ao prazer foi me presenteando com cochas, peitos, boca e orgasmos. Outro rio...
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Entardecer
Perdeste o melhor de mim
Envelheci
Impulsos restaram
Eles não envelhecem
Mas a alma maturou.
como o cheiro do jardim
que vem ao anoitecer.
Envelheci
Impulsos restaram
Eles não envelhecem
Mas a alma maturou.
como o cheiro do jardim
que vem ao anoitecer.
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