sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Brincadeirinha de roda

De repente eu olho e estou dentro da roda.
Ao redor de mim você se insinua.
maluca essa ideia de gostar dos seus óculos quadrados...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

o tempo

De repente, olhei pros restos que o rio arrastava e arrancou um fluxo de mim há muitos dezembros que desconheço e tiro o relógio do pulso.
De repente, não existia nem mais o rio, o tempo não existia enquanto os cabelos eram cortados e o rosto começava a afinar. As roupas, foram todas trocadas e o sapato quase todo gasto de rodar, quantos voltas de cão... Arrumei, não arrumei nada! Desapiedei o meu corpo, os meus olhos, os meus pulsos e o meus nervos indecifráveis respeitando os meus invernos e claridade quase cega dos meus verões. E o espiritual revelou-se também carne, e um desejo voraz me deitou entre as pernas alheias, ao prazer foi me presenteando com cochas, peitos, boca e orgasmos. Outro rio...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Fui bloqueada por uma censura cruel. Tudo que falo está equivocado!
Ditadura de tua alma, ah se eu pudesse mudar a rota do pensamento.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Entardecer

Perdeste o melhor de mim
Envelheci
Impulsos restaram
Eles não envelhecem
Mas a alma maturou.


como o cheiro do jardim
que vem ao anoitecer.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Depois de ser feliz o que é que tem mais?


Já dizia Clarice Lisptector em seu coração selvagem.


Depois de nada mais... começa tudo outra vez.
Nada mais é tudo.
É preciso aprender a sentir a dor, antes de se doar para qualquer religião.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

meu bem?

Foi assim, meu bem.

Você chegou na minha casa, virou os olhos pro teto e falou de si sempre e sempre. Eu ali calada espiava seus talhos de roupas marcadas e seu tom indistinto.
Deu vontade de perguntar se não conseguia olhar pra mim, se a tal humanidade corria o mundo fora dela, é, dela.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Negra cor

Ao ocupar uma casa
com seu amargo doente
com uma dor no ventre e ardor demasiado exausto
Como posso não posso de sentir falta de nada
Te rogo que você volte desse mundo que cheira a cigarro e nada mais
Que mata o tempo com feridas na boca
e um cheiro avinagrado de quem não viveu

Continuo eu a despistar tua amargura infinita e teu egoísmo que me doi os nervos
Me deixa estilhaçar a indiferença e refazer meus desejos
Não tem vítima nesse assoalho de ideogramas
Odeio saber que estás de luto
Um luto que fede e invade a dor que sinto para anular a própria dor.

De repente o corpo encontra meios de liberdade
e se frusta com as doses de cores escuras que vagueias por esse lar
ò dor permissiva que desperta o ódio inconsciente.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...