sábado, 21 de maio de 2022

Aceito o vermelho.

 





Meu sangue está pronto

no tempo 

coração e desejo

nervos, mente

aceito o vermelho

Estou no mar

tenho o sol 

caminho comigo mesma

amar, plenitude

errante

Eu sinto a vida.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Onde está Amor?

 



Entro no ônibus, sem destino, em tons de preto, sem muitos decotes. O relógio marca sete da noite de um sábado. Um filme chamado AMOR em cartaz e o coração completamente vazio. Chego no café e peço um suco de maracujá. Ainda não sei se vou ver AMOR. Senti-lo, porém, já o faço rotineiramente. É quando tocas o meu corpo e relaxa teu queixo em meu colo. Talvez eu veja AMOR, ainda não sei. A fila se alonga no corredor do cinema. Talvez esgotem os ingressos e AMOR fique pra depois. Mas fiquei pensando. Decidi voltar pra casa. Foi mesmo um desinteresse em ver AMOR.





Às vezes sei de ti.




 

O que sinto 

Não cabe aqui nesse mundo.
 
Às vezes sei de ti, mas são poucos os momentos 

Hoje sonhei contigo, sempre presa a tua maternidade. Mas nem tu sabes de todo esse potencial.
Sei que tenho um passado contigo lá bem longe. Antes de nascer.
É puro.
Não te encontro mais, não frequento os teus lugares, mas disso não preciso. Tua essência está em mim.


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Leia Recife, Leia Caldas Novas

 






uma criticidade diferente hoje em dia.

Lidar e lutar pela condição da mulher e do racismo. Sororidade, pensar no coletivo. Ter na leitura uma atitude a partir do momento de debate, de ter voz e desabafar. Maneira de estar perto e da união das ideias.

Leituras e encontros em Recife e Caldas Novas.


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Morfologia da dor-Julia Larré

Almas sonolentas- Carola Saaverda

sábado, 7 de maio de 2022

Amor, meu tempo





 "Vou viver como alguém que espera um novo amor"


Amor Clarice

Hilda Hilst

Amor de Vinícius

Chico 

Do meu tempo

Vivo



sexta-feira, 22 de abril de 2022

Solidão é meu segredo, meu ouro.

 






O mar era um som maior diante minha vida interior. Medos se perderam, meu pai estava lá.

Não tenho saudades nem cansaços. voltava pela primeira vez a cidade que vivi por 36 anos. Lugar tão vivo, imagino todas as risadas, de ir até a o Parque Dona Lindu de bicicleta para ler, escrever, comer um pedaço de torta sempre no mesmo lugar.

Era sempre desafiador sair aos domingos, às vezes ocupava o tempo outras o tempo demorava a passar e voltava para casa com muita solidão. Sensação que também faz parte, hoje a solidão quase não me é percebida. Criar casca e se dar melhor com as coisas da vida.

Quando lembro daqueles domingos, eu me sinto mesmo feliz. 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Menina

 

  


         Camila que conheci e que fez dissolver nervosismo e mágoa. Que tem 16 anos. Menina que presta atenção nos peixes pequenos da Água Mineral, que olha com calma. Pessoa que não é de Brasília, que não mora em Brasília, que nem trabalha e mora numa cidade satélite com todos os segredos do mundo de toda sensibilidade. Ela salvou o meu sábado e me fez fazer uma boa prova no domingo depois de uma conversa de poucas palavras.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...