Na hora não falei nada
fui pra casa com aquela violência
ainda carrego sem trincas nos dentes
Decepcionada e sem falar nada
tristeza já não me aterroriza
As paredes do meu cérebro
resignam.
Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
Na hora não falei nada
fui pra casa com aquela violência
ainda carrego sem trincas nos dentes
Decepcionada e sem falar nada
tristeza já não me aterroriza
As paredes do meu cérebro
resignam.
Ontem tirei de mim sensações de raiva e angústia. Memórias foram substituídas por fatos mais recentes. Pensei no mar e no tempo para fazer 38 anos. Lembrei daquela apresentação que mesmo nervosa eu consegui, dos amigos que fiz depois que comecei a morar em Brasília e do quanto é difícil ter amigos por aqui, dos banhos de piscina que tanto adormeceram meus nervos, de ter ido ao cinema apenas uma vez, de todas as máscaras e resignações devido à pandemia, de ter aconchego da família. De apenas viver.
Palavras escritas
no chão de cavalos
Patas machucando a minha rotina
Sou silêncio
Quando querem me calar
Não tenho medo
Tenho papel e caneta nas mãos
Não preciso levantar a voz para nínguém
Sou índia, negra e branca
Sou mulher
Não invente cores cinzas
Eu tenho mais
Um quarto e jardim
Todas as cores da vida
Quando fecho os olhos
Toda Luz
Amo o Natal
Às vezes eu posso ficar doente por descuido ou tristeza. É quando escolho um lugar verde e tranquilo e tem pessoas que me abraçam e me ensinam a ter minha saúde e minha vida alegre de volta. Tudo faz parte, tudo faz crescer o universo interior.
Exodos -Sebastião Salgado
Eu vivo o medo e o frio
Quero sonhar vermelho
Entre palavras de fumaça
Espíritos me falam adeus
todos os dias
abraço meus livros
a cabeça pesa
é o segredo
de gostar da vida
silêncio e cama aquecida
chego em casa
coração de verdade
grandioso Natal
Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada é o silêncio Mudez que faz o tempo co...