domingo, 6 de agosto de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

o que me reporta às manhãs.







Ao redor da minha  casa,
uma série de outras casas.
Todas aquelas pessoas amigas e depois o desvão:

Noites
Homens, ideologias
Certo tipo de cegueira
Belezas  estonteantes, superficiais.
Corpos sangrando por um seduzir vulgar.
Noites tão azuis como a morte.

Por fim, o tempo
Me reporta a Hesse,
Mundo luminoso, Demian,
Sempre às boas horas do dia.

Ao redor da minha casa
Todas aquelas pessoas amigas
Sentimento familiar
A vida.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Cego sem ser hipócrita.








Na extinta certeza
Homens
pensam numa forma de alteridade.

O medo traficando tudo

Um cego
e a
sensibilidade

Olhos de alma
prata
lentes introvertidas


dislexia
necessária
sentimentos
vida.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Nina




Uma criança.
A menina de cabelos louros a pegar nas minhas mãos,
é dia em meus sonhos.
Ela quer me conduzir.
Nenhuma palavra diante desse amar muito grande.
Olhamos para frente, tempo de Sol.
-materno-



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amor.






Aquele corpo
Abraçado
Aquele  corpo
Surpreendido
Por ser de novo
A beleza de alguém
Aquele corpo que é meu

-Suave  é o tempo
Pelos olhos de alguém –

Palavra
sentimento que não tem rima

Coração e o poeta.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Vermelho e negro.




E aquela criatura olhava e dizia. E eu do meu lado queria entender por que o vermelho. De repente olhei para flor e era vermelha, olhei para a vida e ela estava cruamente vermelha. Oito anos a mais e o vermelho agora fazia parte de mim. Nada era tão forte agora como duas cores, dois extremos. Duas almas totalmente irmanadas, a euforia quando começa e a dor quando termina, se interpondo em crises cheias de fôlego e poucos nervos. A névoa permanente do delírio que se coloca entre o divino e o demoníaco que é estar com os pés no chão. Mente que sobrevoa e foge do óbvio pensamento. Pois não há nada mais ingênuo em não ser errante. Sentir a conspiração que envolve os pirados e sua imagética precisa enquanto os normais veem de forma neutra a escala das cores da vida. O óbvio que permeia os coitados, ávidos pelo o que nasce e morre na matéria. Enquanto eu valso em vermelho e negro com muita coerência nesta vida.



quinta-feira, 4 de maio de 2017

O grande prazer em viver.













Diante da noite, a vida nunca foi tão honesta.
Pessoas que falam parecido e começo a estar mais inteira.
Já é muito fácil amar a rotina.
Acho que tenho descoberto uma felicidade  real.
Afinal foi muito tempo de apenas viver.
É bom sentir intimidade com amigos que tenho tanto gosto pelas conversas afins.
O grande prazer em viver.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...