Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Para só Ser.
Em cada mão
uma mala
a decência que não se esvai
A Sol à pino
Duas malas
uma vida
e suas metas
Sabor
dentro de um prato
que se constrói
que não se contenta
com as beiradas
E a felicidade
de noites que ainda hei de passar
escrevendo e tocando
observando da minha janela
a vida
A vida
quando acordar
no meu próprio canto
com lençóis tão alvos
que hei de lavar
à mão
O amor que já tenho por mim
Dentro das paredes da minha casa
Repleta de livros e afetos
As malas
Que já não cabem em outra sala
que não seja a do meu Lar.
Do meu Lar.
E se Deus permitir
não me deixe ficar
no meio ermo
de ninguém
Que eu tenha o meu
para não ter que ser do outro.
Para só ser.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Esperando cores coloridas.
Estou sentada
esperando que tudo torne
a ter sentido
Tentando lembrar
da alegria
E do valor
que coloquei em cada coisa
cada projeto
Hoje
para qualquer lado
que eu olhar
não sobrará muita expectativa
nem cores coloridas
Em cada projeto que escolhi
para viver
Espero que o sentido
volte
Ainda esse ano...
Se não
vou ser cinza
até outras cores
me envolverem de novo.
Porque a vida
é paciência mesmo.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Duas linhas, um relacionamento.
No ato de pensar existem duas linhas.
Para uma ação
Um pensamento consciente
E outro que neste se reflete
Existindo dois níveis de consciência ao mesmo tempo.
O pensamento linear e outro não linear atuando ao mesmo tempo.
Fazemos algo e pensamos no que fazemos, mas também se abre um pensamento que reflete a ação.
Duas linhas
Em paralelo
Duas almas
Um relacionamento
Duas linhas
vidas
seguem juntas
Sem tranversais
Vidas
que correm o tempo
Dipostas
sem cruzes
Diagonais.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
A palavra que nunca é dita.
Existe uma cruz.
Por trás,
A crueldade maldita.
O amor é capaz
O amor espera
À espera, o amor
A dor que tem na alma
À alma que não é minha
E que escolho não ser.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Agulha a costurar.
Entre vírgulas, o ter.
Posto o aposto
Retira-me em vírgulas
Entre o sujeito
E todo predicado
E cria todo um mundo paralelo
Dentro de teu contexto.
Refiro-me
A ti
Em total particular
Mas quero interagir
De forma direta
Em teu universo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Sendo incerta a presença física, não me cabe mais o medo. Estou comigo:estás em mim.
Enquanto escrevo,
A Norah Jones canta Come way whit me na tela da minha Tv de 22'.
Quando tenho maior acesso a ti,
entendo com calma o quanto encontro em teu ser uma identificação maior.
Algo parecido com amor. Algo que me faz descansar.
Pois é grande a aceitação a partir da admiração que tenho por ti: do físico e do intelecto. Ainda tão incerto é saber se um dia serei algo a mais de ti.
Todavia, o que sinto já é muito grande e incrível. Distinto e leve.
A pessoa que mais me faz esquecer de tantas mumunhas da vida e desse rigor que me leva ao dissabor de mágoas. Sensações que me remete a um passado triste e trágico.
Quando estou contigo, estou contigo de alma. E o corpo físico reencontra o prazer mais terreno.
Sendo incerta a presença física, não me cabe mais o medo. Pois te sinto por inteiro de maneira gradual e suave. Sem dependências, desvinculando o ruim apego.
Parece que sinto algo bem próximo ao amor. Quem sabe.
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