Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Amor de maio.
Amor entre os lábios
seja da carne
benvinda
A vida não volta atrás
Nem tanta solidez
quando o rio segue
E arrasta o que não cabe nas margens.
seja da carne
benvinda
A vida não volta atrás
Nem tanta solidez
quando o rio segue
E arrasta o que não cabe nas margens.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Para ninguém entender.
Treze de março de 2015
Às vezes me espanto com imagem das coisas.
A imagem de mim
transfiguro
E tento converter
em me reconstruir
tanto pranto
que me deste
E o que foi que te fiz?
Foi de dor que partiste
nas contas de vidro
Virando as marés
Mar revolto
e eu não escondo
a prece
Recuperei
meu corpo
perante
tua falta de fé
devagar
olhando de longe
os olhos
em cada pedaço
da tua insegura ladeira
te vejo
E te esqueço
Devolvo
a bala
a culpa
E cuspo
teu peso.
Às vezes me espanto com imagem das coisas.
A imagem de mim
transfiguro
E tento converter
em me reconstruir
tanto pranto
que me deste
E o que foi que te fiz?
Foi de dor que partiste
nas contas de vidro
Virando as marés
Mar revolto
e eu não escondo
a prece
Recuperei
meu corpo
perante
tua falta de fé
devagar
olhando de longe
os olhos
em cada pedaço
da tua insegura ladeira
te vejo
E te esqueço
Devolvo
a bala
a culpa
E cuspo
teu peso.
quarta-feira, 11 de março de 2015
O corpo de fora
Onze de março de 2015.
Antes fosse tocar uma alma.
A pele é algo de cru. Um tanto difícil. É preciso acostumar-se com a carne entorpecida. De um asco que não permite.
Desvelar um luto. Retirar qualquer interesse pelo outro de não sei onde. Estou dentro do sol sem meio termo. Intolerante a quase toda discrepância. Percepção do outro que em mim não apresenta nenhum peso. A indiferença e o estômago se revira com o ter que estar.
Inexiste até agora um ser que me retire desta blasfêmia.
sexta-feira, 6 de março de 2015
E o amor, e o amor.
Estava comigo tudo.
Olhei para a parede azul do quarto, o meu tão estimado canto com todo decente carinho. O cheiro do lençol, o meu cheiro e o meu corpo depois de todo o dia.
Vida de alma mansa e todos os afazeres etiquetados passo a passo. A sensação de cumprir com a vida e ter direito a fazer o que quiser. E hoje eu tinha um trocado a mais e um tempo para ficar na cama.
Comprei dois cigarros e uma comida. E não comprei mais nada. Adorava não precisar.
Havia tempo não cismava com nada e leve, pensamentos leves. A lembrança que tive de ti. Desprendida de qualquer rancor.
Sempre que você entrava eu olhava os seus sapatos. Não estavam na moda e eu gostava disso. Gostava aos poucos e aos poucos. fazia tempo que eu me interessava por alguém antes de pensar. O raciocínio ficava longe, tornava os meus olhos infiéis e costumava fitar o teu rosto por muito mais tempo. mas era tudo tão simples, parecia que estava em outro discurso. Já não esperava. Começava o desapego e o amor.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Grávida.
O velho corpo
caminha e vejo
no perfil de um negro
o descanso que não morre.
A descrença vadia sempre
vagando entre meu celeiro
Há tempo que não sei de nada.
Acostumei-me a não dormir em desalinho.
Encontrar palavras revestidas,
destorcidas e moduladas pelo meu viés.
A desconfiança antiga,
moro nela.
Insuportável
A preguiça e
a falta do pensamento
criativo.
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