sábado, 8 de março de 2014

Momento de cada

Se você acha?
Ah, eu acho....
eu vivo
Que amor chegou com força
Momento de cada
Vou vivendo com o corpo dormente
e várias alegrias
Às vezes me excito com teu Bel Respiro
Ao longo do tempo respirando, respirando
Uma cega sensação de casta acomodação
De vazios não vivo mais!
De você eu volto a sentir vontade de rir
pro mundo!

terça-feira, 4 de março de 2014

Amor de renúncia

Amor de renúncia

Aprendi a amar nas minhas renúncias
Renúncias crueis
Renúncias pensadas
Aprendi a ser grande
para renunciar
Conhecer todo o projeto
A dor, a dormência que calcifica
Calcifica o sentido das coisas
Saber conduzir sua alma
Viver o desespero entorpecido
Pelo silêncio sábio
Quando chega esse sentimento
É preciso amar de novo.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Brincadeirinha de roda

De repente eu olho e estou dentro da roda.
Ao redor de mim você se insinua.
maluca essa ideia de gostar dos seus óculos quadrados...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

o tempo

De repente, olhei pros restos que o rio arrastava e arrancou um fluxo de mim há muitos dezembros que desconheço e tiro o relógio do pulso.
De repente, não existia nem mais o rio, o tempo não existia enquanto os cabelos eram cortados e o rosto começava a afinar. As roupas, foram todas trocadas e o sapato quase todo gasto de rodar, quantos voltas de cão... Arrumei, não arrumei nada! Desapiedei o meu corpo, os meus olhos, os meus pulsos e o meus nervos indecifráveis respeitando os meus invernos e claridade quase cega dos meus verões. E o espiritual revelou-se também carne, e um desejo voraz me deitou entre as pernas alheias, ao prazer foi me presenteando com cochas, peitos, boca e orgasmos. Outro rio...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Fui bloqueada por uma censura cruel. Tudo que falo está equivocado!
Ditadura de tua alma, ah se eu pudesse mudar a rota do pensamento.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Entardecer

Perdeste o melhor de mim
Envelheci
Impulsos restaram
Eles não envelhecem
Mas a alma maturou.


como o cheiro do jardim
que vem ao anoitecer.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Depois de ser feliz o que é que tem mais?


Já dizia Clarice Lisptector em seu coração selvagem.


Depois de nada mais... começa tudo outra vez.
Nada mais é tudo.
É preciso aprender a sentir a dor, antes de se doar para qualquer religião.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...