terça-feira, 24 de novembro de 2015

Duas linhas, um relacionamento.




No ato de pensar existem duas linhas.

Para uma ação
Um pensamento consciente
E outro que neste se reflete
Existindo dois níveis de consciência ao mesmo tempo.

O pensamento linear e outro não linear atuando ao mesmo tempo.
Fazemos algo e pensamos no que fazemos, mas também se abre um pensamento que reflete a ação.

Duas linhas
Em paralelo
Duas almas
Um relacionamento
Duas linhas
vidas
seguem juntas
Sem tranversais

Vidas
que correm o tempo
Dipostas
sem cruzes
Diagonais.




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A palavra que nunca é dita.






Existe uma cruz.

Por trás,

A crueldade maldita.

O amor é capaz
O amor espera
À espera, o amor
A dor que tem na alma
À alma que não é minha
E que escolho não ser.

 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Agulha a costurar.



Entre vírgulas, o ter.

Posto o aposto
Retira-me em vírgulas
Entre o sujeito
E todo predicado
E cria todo um mundo paralelo
Dentro de teu contexto.

Refiro-me
A ti
Em total particular
Mas quero interagir
De forma direta
Em teu universo.



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sendo incerta a presença física, não me cabe mais o medo. Estou comigo:estás em mim.









Enquanto escrevo,
A Norah Jones canta Come way whit me na tela da minha Tv de 22'.


Quando tenho maior acesso a ti,
entendo com calma o quanto encontro em teu ser uma identificação maior.
Algo parecido com amor. Algo que me faz descansar. 
Pois é grande a aceitação a partir da admiração que tenho por ti: do físico e do intelecto. Ainda tão incerto é saber se um dia serei algo a mais de ti.
Todavia, o que sinto já é muito grande e incrível. Distinto e leve.

A pessoa que mais me faz esquecer de tantas mumunhas da vida e desse rigor que me leva ao dissabor de mágoas. Sensações que me remete a um passado triste e trágico.

Quando estou contigo, estou contigo de alma. E o corpo físico reencontra o prazer mais terreno.
Sendo incerta a presença física, não me cabe mais o medo. Pois te sinto por inteiro de maneira gradual e suave. Sem dependências, desvinculando o ruim apego.

Parece que sinto algo bem próximo ao amor. Quem sabe.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Prólogo





E eu pensei e pensei... E, falei para mim mesma:

- Poucos eram os argumentos, já não restavam dentro de mim qualquer tipo de luta e assim a dúvida que se perdeu por completo.

- Ufa!... Quanto alívio coube em mim.
 

Como era bom sentir-me assim.
Antes de qualquer "envolver-me", de sensatez eu intuí:

Dos valores, da nobreza de alma... nada tens.
Existe em ti um alguém sobreposto
Por trás de um sentimento vazio
chamado vaidade.


Uma alma de carne
coberta de moscas
Carne e vísceras
carnes e nervos
carne e carne


Gosto de sangue na boca.


sábado, 24 de outubro de 2015

Para Lispector.









Quando em verso
me deito

Cabe 
o nada
promíscuo

.vaidade.

às mulheres,
o lápis
negro
profundando os olhos

Revelando um
eco
hermético
posto sobre
o seio.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Porque eu não amo os visigodos.



O cheiro, a roupa
tudo em ti
a falta de vícios
meu carinho

Vontade de ficar bem juntinho
Dar beijo
Dormir junto
Meu nego.

Cadê tu,
que não chegou ainda?

Cheguei agora do trabalho
e te espero
Meu nego.

 Coloquei um disco de Chico
Aquele que tu gosta.
E só eu sei.



Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...