sábado, 31 de maio de 2014

Sol de Janeiro

um sol na minha vida
Vem chegando
Digníssimo e descontando todas as saudades
Com carinhos sem passado, sem ser de porcelana
Algo que traz um cimento Às minhas almas
Aos meus espasmos de cansaço de uma escassez de ser compreendida
Eita dia de março plenamente escorado no vento
E toda ocultação de amor vai embora
E tua mão a me agarrar
Nos dedos em pleno encaixe
E minhas entranhas perdem o grito educado de dor
Aconchegarei o meu eu sem agradar demasiado
A qualquer ser humano
Sem qualquer culpa
Deitarei nas almofadas
plenamente!

sábado, 24 de maio de 2014

Um choro

Tenho dormido e durante o sono pensamentos que me cansam
Finita vida de tantas defesas que rompem com a decência.
Finita és de tanta euforia falsa que monopoliza o ego
Uma brincadeira agressiva que está em tudo

Então toda vez que falo com alguém eu preciso me preparar
como um colocar dentro de mim um tanque de guerra
Eu tenho pena de mim por ser tão pequena
E me achar tão perdida nesse mundo de pensamentos diversos
Por um pensamento eu posso até morrer

Os pensamentos todos que não posso dizer
Porque o mundo é pequeno demais
E aqui sou enquadrada como louca
E a maldade dos normais me matando infinitas vezes
E infinitas vezes levando paulada ou cheias de internamentos

O ser humano é carente, vaidoso demais
E por assim demente
Cansei de explicar o que todos fingem que não vê
E eu vendo o povo se atrasando, bebendo e amando
Um amor tão pequeno e promíscuo
Promiscuidade é querer tudo

A beleza daqui é terminantemente feia
Beleza não tem contornos nem forma
Beleza não se define e é algo particular.


Saudade de você
Saudade de nosso nível de amor.
Hei de encarar a ausência.
Sem ser solidão, eu sei.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Morrer é tão plural.
E a gente morre de todas as formas.
Passamos a vida morrendo todo dia um pouquinho.

terça-feira, 13 de maio de 2014



Maria Clara de mi vida.
eu toco vc com a ponta dos dedos
E vc me afaga e fica do tamanho do mundo.
A íris da tua alma é verde e tão sã como a saudade morta.
Delicadeza chata dos normais, amar.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...