quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Depois de ser feliz o que é que tem mais?


Já dizia Clarice Lisptector em seu coração selvagem.


Depois de nada mais... começa tudo outra vez.
Nada mais é tudo.
É preciso aprender a sentir a dor, antes de se doar para qualquer religião.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

meu bem?

Foi assim, meu bem.

Você chegou na minha casa, virou os olhos pro teto e falou de si sempre e sempre. Eu ali calada espiava seus talhos de roupas marcadas e seu tom indistinto.
Deu vontade de perguntar se não conseguia olhar pra mim, se a tal humanidade corria o mundo fora dela, é, dela.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Negra cor

Ao ocupar uma casa
com seu amargo doente
com uma dor no ventre e ardor demasiado exausto
Como posso não posso de sentir falta de nada
Te rogo que você volte desse mundo que cheira a cigarro e nada mais
Que mata o tempo com feridas na boca
e um cheiro avinagrado de quem não viveu

Continuo eu a despistar tua amargura infinita e teu egoísmo que me doi os nervos
Me deixa estilhaçar a indiferença e refazer meus desejos
Não tem vítima nesse assoalho de ideogramas
Odeio saber que estás de luto
Um luto que fede e invade a dor que sinto para anular a própria dor.

De repente o corpo encontra meios de liberdade
e se frusta com as doses de cores escuras que vagueias por esse lar
ò dor permissiva que desperta o ódio inconsciente.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

My dear month

Estranho tempo
Amor germinando diante de um novo ventre,
O passado não me vinga porque não existe,
Acabou toda saudade e nem existes tristes fins
Não espero quase nada.
Nada mais sincero do que envelhecer.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Bem

Por trás de suas limitações
Sei bem o quanto vc me trouxe
Nossos impulsos, nosso amor
Sonho com vc e vc me faz um bem
Agora sem cadeira de rodas, sem vc.
Mas mesmo sinto um bem em te lembrar

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Tempo de Ulisses

Se os meu desejos vão além desse ano
Há quem encontrar meus silêncios embora

Pois de dor se foi
tudo nesse pequeno ano de Ulisses
de dor e nada mais

Nesse tempo eu revi uma certeza:
que não se morre jamais

Foram lágrimas e um cansaço de vida
Mas não perdi ainda
Mas não perdi jamais

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Minha vida eu vou levando
Meu amor eu vou amando
E meu barco eu vou levando
À ceu e mar."

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...