domingo, 5 de setembro de 2021

Eu também sou bamba.



 

Ontem eu fui num samba.

Muita gente, pessoas que estavam mais uma vez querendo esquecer um pouco da rotina.  Que trabalham a semana inteira e que saem num sábado para poderem se expressar a partir da escolha de um personagem. Acho incrível ver pessoas de raças diferentes, de lugares diferentes que se olham, se conhecem e quando vão pra casa cansados, embriagados, cheios de felicidade. A cabeça se distrai.

A maioria procura companhia, outros bebem água ou refrigerantes e voltam pra casa satisfeitos com o samba e ter conhecido os amigos de sua irmã. Pessoa que adora um samba e também o silêncio no dia seguinte para equilibrar. Que vai pra casa sóbrio, com a sensação de ter tido boas risadas. De ter o aconchego do seu quarto, sem querer ficar com ninguém. Afinal são pessoas diferentes demais e isso não me faz nenhum interesse. Uma pessoa que não quer qualquer pessoa em qualquer lugar. Vida que não é solidão por gostar de boas conversas apenas. O bar era legal, alguns vinis na parede, uma foto de Elis.


*A foto é do começo da quarentena. Não tinha como cortar o cabelo. :)

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Verão anos 90 e jogos de tabuleiro.






Não era.

Aceitar era. O tempo é outro: esperança.
Sempre café e novela das seis, rotina. Verão anos 90 e jogos de tabuleiro.
Descobri que meu pai gostava de Benito de Paula por uma música que gostava do tempo que passava no Vale a pena ver de novo. Ver a novela  A gata comeu deitada no tapete enquanto Dona Carminha passava as roupas de trabalho dos meus pais.

Carneiros era realmente bom quando estava com meus irmãos e minha sobrinha, mesmo à noite sendo ibérica por conta dos 22 graus do ar condicionado. Não tinha costume. Bastava o vento e eu dormiria bem melhor. Mas ainda assim me sentia bem.

O tempo: rosto no espelho, maturidade. Vida que há tantos anos compartilhávamos com sua teimosia tão grande, eu e meu pai. Meu pai, pessoa engraçada. Não quero o segredo que eu não conheço todo pois a vida não acabou. Espelho reconvexo para refletir.

Meus pais. Sentimento tão grande que às vezes enfatizo e dou boas risadas e também lembro de todas as partidas. Saudade e leveza.

sábado, 24 de julho de 2021

Mudanças.

 

Eu deixo o celular descarregar enquanto me preparo para dormir. Todos os dias me sinto mais calma e consigo me desfazer de camadas de impressões, reencontrando a saúde mental. A internet é sagrada, a cerveja sagrada e aflita. Às vezes tenho sensações maternas de um filho que não terei nesta vida. Não resigno, apenas vivo. Estou em outra fase que do passado não se queixa, dor nunca marginalizada. Excessos e pensamentos promíscuos que quase não se postam nas redes sociais. A vida não acaba, segue alternando entre sábia hipocrisia. A vida não se cala. Estou aqui...

pensando em J. R. sobre o quanto ele passou por barras. Eu nunca tive um amigo bipolar. Nunca tinha escutado pessoas que passam por barras como eu. Deu vontade de chorar, ter a doença vista em outra pessoa não é muito fácil. Que sejamos sempre amigos.

Boa constância, prudência. Uma pandemia, situação outra. Mudanças podem ser positivas.

Preciso pensar em ensinar, é tudo tão incrível!





terça-feira, 20 de julho de 2021

Enquanto tomo meu café.

 






Gostar de alguém que converso online.

Gostar de alguém que um dia poderei ver, ter a impressão dos olhos, do cheiro.

Poder tomar um café e uma cerveja. Ser amiga e continuar a gostar. 

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...