Dezembro-40 mil vidas-envelheço. No espelho nunca esqueço meus 20 anos. Tudo é memória, o presente, sábio.
segunda-feira, 25 de março de 2019
Segredos.
Tudo era noite ou tarde demais.
Deitou e não dormiu. Levantou e pensou saudades.
Tomou café e retirou-se.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
O que é a vida, então?
Passou a mão no tecido que cobria a cama e pensou nas pequenas felicidades.
Dormia e o pesamentos ruins chegavam, levantava, tomava um banho e procurava o Sol.
Uma hora a depressão ia ao poucos.
Existe paciência e o amor mais próprio de lutar contra e depois retomar tudo. Reconhecer o iluminado, a fé e a esperança.
sábado, 26 de janeiro de 2019
O mergulho e o silêncio.
Alguma fuga?
Nenhuma palavra.
Sozinha,
Deitava na areia, tomava banho de mar, chegava em casa e lia livros, assistia tv. Mas com o tempo e isso ficou vazio. Percebeu que começava a se redescobrir e que queria ficar consigo. Desligou a tv, deixou os livros. Dava longas caminhadas na praia, mergulhos demorados. Gostava de se ver no espelho. Amava-se e a beleza estava ali. Era bom viver.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Amantes
Ele passou a mão em minha nuca e passei horas lembrando disso. A solidão não era incômodo, saudades mortas e um vazio que machucava. Lembrar da falta que você me fazia enquanto me consolava com palavras femininas, com mãos delicadas e insípidas. Gosto da aspereza de tuas mãos, das palavras objetivas e sensíveis. Abraço e estou contigo.
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
O espelho
A minha casa tem silêncio.
Eu choro.
A terapia de hoje foi foda.
45 minutos
Palavras tortuosas, coração dolorido.
A pior luta é contra você mesmo.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Esperança.
Palavras doídas
Triste
Está tudo certo
Depressão e a bagunça dos tempos
Caminhos curtos
O quarto escuro
O corpo exausto
Neblina
tortura
cais
Esperança
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Festa de fim de ano.
A cada vassourada repetia o mantra.
Arrumava a casa e a cabeça para o Ano Novo, reconhecia as coisas ruins e jogava um balde no meu da sala. Pessoas decepcionantes iam no meu do sabão.
Depois fazer as unhas, tirar os calos. Na mesa de cabeceira uma lista de telefones, os seus verdadeiros amigos. Palavras concisas no fim de ano.
Não tinha namorado e nem queria ter. Desejo pouco. Adorava-se e o silêncio.
A ceia de ano novo e um amigo. Mais um balde e o ladrilho foi ficando limpo igual o coração. Ela era feliz.
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