segunda-feira, 5 de setembro de 2016

8 dias antes da viagem.




Eu ando em pulsações, rememorando as crônicas de Clarice. Dias se estreitando e a cabeça já ambiciona a hora de estar no Rio. Em habitar por cinco dias o apartamento oferecido gentilmente por minha irmã, É dentro desse enleio que a 8 dias redondos estarei caminhando, premeditando de forma simples rever certos ambientes. Um deleite ao caminhar pelas praias e lugares cheios de carinho e pequenas lembranças. Para isso, roupas leves, um sapato confortável e a cabeça em tranquilidade: minha bagagem devidamente organizada. 

domingo, 4 de setembro de 2016

O desejo e o segredo

O masculino
diante da postura
Intenção minha que se despe
O desejo que  pertence tão somente a eu e você.

sábado, 27 de agosto de 2016

Estar na vida.

Construí quase tudo.
Meu canto existe e ao mesmo tempo necessito esperar
por todo material que embala a vida.
Para escolher qual a cor
que quero para o meus lençóis.




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A chatice que gosto de ter. Diálogos contra o didatismo.













Contra todo didatismo, pois o que é demais didático me enfada. E preciso da arte muitas vezes por dia para não ter a massante necessidade do tim tim por demagogias desnecessárias. Ora, tudo deve ser feito de metáforas complexas. pois as verdades se dividem em mentiras inventadas ou massacrantes maneiras de manipular. Não posso nem pensar que o estômago revira todo. 
Fui aprendendo a não acreditar em padrões maiores do que os que aceito para participar de uma festa, mesmo sabendo que estarei com a cara manchada insinuando que compactuo com todas regras de conveniência e que fica bem difícil de admitir depois dos 30.
Aperitivos enredados é como boa parte das palavras que tenho que trocar nessa vida. Palavras que são feitas apenas para preencher pois pensamentos inteiros são sempre sucintos e diretos. 
E o que não for profundo seja simples e o resto é o silêncio ou o medo deste. E quando em medo se diz insignificâncias, diálogos redundantes, cômicos, feitos para quase nada. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O caminho de volta.



E o que não foi contigo esteve sempre ao teu lado.
As preocupações tão eternas de pai e mãe.


A respiração compassada em contraponto aos silêncios dentro da casa pelos gostos distintos. Caíste no mundo pelos anseios de teus espelhos, das inclinações de tu-indivíduo, de saciar e construir a partir do teu EU a significação da vida.  Reconheceste o teu ninho primeiro, o elo eterno agora em outra instância de ternura. O eterno afeto Pai e Mãe, e tudo que se lembra até então tem inteira doçura, momentos juvenis que já não se percebe de forma ácida e revoltosa. O cheiro tão materno da vida reencontrado no caminho de volta.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Depois de tirar os sapatos.




Às vezes eu olho ao meu redor e reencontro a sensação doce e aconchegante de quando criança, a mente estava mais descansada e atenta a pequenas delicadezas. Encontro o cheiro bom da chuva que reconfortava, os pés sentindo o chão depois de tirar os sapatos. Tempo que sinto ainda quando em silêncio revisito sensações corriqueiras e simples.

Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...