sexta-feira, 20 de maio de 2016

Quando os olhos não se deixavam ver.

Sentou entre a palavra e o papel. Como às vezes acontecia.
Desdisse os medos, as impressões do que entendia que o mundo fazia dela.
Os músculos respiraram e se deixou a tensão, o corpo pode ser.
Já não imaginava chicotes repuxando as suas costas e as panturrilhas, sempre pronta para batalhas.
Como era bom viver sem sociedade.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Redenção

Sonhos me libertam de sonhos
Mágoas e obsessões
Meu ser pequeno de pequena alma amplificada
o tempo suprime
Imagem cega se desfaz
Durmo e questiono
A imagem influente
Manipulada Manipuladora
Liberto-me das proporções ilusórias
Desfaço-me de ideias fixas.

A infelicidade, é a alegria, é o prazer, é a fama, é a agitação vã, é a louca satisfação da vaidade que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento que atordoam o homem sobre seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que chamais ardentemente.
A felicidade é muito mais colher os frutos, o que o presente projeta.

(Trecho de Infelicidade real. Evangelho segundo o Espiritismo)

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O vestido preto e branco.

Viver em outro mundo. Faço tanto isso. Ontem à noite antes de dormir, eu fui no mesmo lugar e estavam as folhas de outono e você com sua roupa clássica de cavalgar
. Mais um lugar que reconheço por entre os olhos fechados,

O repugnar do instinto não estar junto ao afeto. Ou o amor ou o sexo, quando estará tudo em constante concatenação? O extinguir o controle do corpo e eu continuo esperando mais de uma relação. Em momentos penso que sou praticamente virgem e prefiro não constatar a minha falta em cada relação que foi um dia.
Em teu peito após o desejo sexual atingido, as folhas de inverno. As botas que vejo também em mim.




segunda-feira, 9 de maio de 2016

A lágrima cai e me faz ser humana
diante o frio que apavora o meu espírito.
Que a sensibilidade não me perca
e que eu seja qualquer coisa de ridículo
diante este mundo, não me importo.


sábado, 7 de maio de 2016

Robustos como um cavalo, afetuosos, altivos, elétricos,
Eu e este mistério aqui estamos, de pé. (Walt Whitman) 


às vezes eu queria não ter que dar nomes a qualquer sensação,
não definir, não lembrar de nada específico. Revirar o apego à forma. Só impulsos. 



quinta-feira, 5 de maio de 2016

Como contar vivência: uma metáfora.





A pedra e a terra no fundo do mar.
Arrebentação leva de volta pra beira.
A pedra e a água.
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Erode estrutura, textura e segredos.
O sal,  a solidão de cada pedra.
Redondos que não se estreitam e não se pisam.


Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...