terça-feira, 4 de novembro de 2014

A tua presença

O silêncio cansado
daqueles que não leva a nenhum sentido.
Aos quase 32 anos,
Já necessitei
dos teus quadris,

Dentre um passado
entre os limites outros
descobri
a ter amores
e não continuar
pelas calçadas
que reprime
e imprime todo
todo meu descontentamento.


sábado, 1 de novembro de 2014

Era uma vez uma apatia

Olhava-o sempre de longe. Ele era uma pessoa bonita e apático.
O que tinha de constância, de opaco de água e pão.
Altamente necessário para ocupar um posto bem singelo no meu peito.
Era toda certeza que que não queria pra mim, sabia exatamente os seus atos e toda falta de atitude.
Um homem que nasceu de barba, algo de velho em plena juventude.
Era nada do que queria neste momento.
Uma pessoa premeditadamente sem delírios. E essa vida é chata demais pra suportar e ter que cozinhar em banho-maria.
Tantas camisas brancas a pendurar no varal.

E o meu vazio descompassou bem dentro da ironia.
O meio termo, por favor. O preto e o branco revesando nos meus desvarios.
Atitude esta de colocar
viajantes no meu quintal.
E eu loucamente assustada nesse mar insípido, jogando silêncio no rio que não aguentava de tanta revolta.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Diário

Cecília, deixa eu ficar bem calada.
Ando amando a vida.
Nada mudou
Foi apenas a minha necessidade
de encontrar pessoas
que secou.
Gosto tanto de ficar só.
Acho estou em entrecorte.


domingo, 26 de outubro de 2014

Uma sabiá.

Não descuide da minha memória
De pouco fui retirando
a trava dos dentes

2005 me deixou tanta coisa
que aos poucos foram transformadas
Hoje eu lembro de toda a minha inquieta luta
A muito custo
E tão silenciosa..

Um dia um colega do curso de psicologia
disse que minha música era Sabiá..
Essa eu sempre lembro..

Afinal o que eu quero é nunca mais passar por certos perrengues.
São quase 32 anos... tem muita vida pela frente.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Um corpo disléxico








Quem sabe um dia meus humores não se estiquem
entre movimentos downs
Que eu seja só projetos bem sucedidos
Seria mesmo um bom caminho
para optar por um orgulho desses que se não abalam

Pois quando me vem a certeza de que devo
encostar todos os meus planos num canto
e tirar um cochilo

Me largar de uma certa soberba
de que eu tenho
amamentar meu corpo
com doses sinceras
Recorrer aos carinhos antiobserváveis
da vida

Acostumar-me
com o brincar
do ego
que tudo pode
que nada pode

Afinal o que vim fazer por aqui?
Acho que observar os homens
e amá-los
independente de
planos e vitórias.

Isso tudo parece que se esvai
Tem quem diga...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os mesmos





São tantas palavras
que guardo

Necessidades minhas
que não cabem nesse mundo

E eu sentada
a esperar
por uma oportunidade

O vagão
e pessoas demais

Pessoas
copiando fórmulas
para entender a vida

repetindo vidas e vidas
herança
tão particular
nesse mundo

Os pensamentos
recolhidos
em um propósito
automático

Vivendo
de abrigo
se ausenta
pessoas
imitando
pessoas

A minha alma
segue enjoada
com tantos
homens
iguais.


Dói

  Em casa me dói a alma a tua anti-presença Que me deixa sentir a dor da ausência Palavra mais falada  é o silêncio Mudez que faz o tempo co...